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Artigos


Israel depois do 7 de outubro o que eu vi em Tel Aviv e o que CEOs e investidores precisam enxergar
Voltei de Israel com uma impressão que não cabe bem em estatística, porque ela vem do corpo e do olhar, e ela é simples de dizer e difícil de ignorar. A vida segue, e segue bem, não no sentido ingênuo de que está tudo normal, mas no sentido mais sério e antigo de uma sociedade que se recusa a ser definida pelo choque, que reorganiza o cotidiano, protege o essencial e continua construindo, como quem sabe há gerações que desistir nunca foi uma opção. Nessa ida agora, inclusive

Keine Alves
9 de fev.7 min de leitura


Sem governança, toda decisão vira política interna
Política interna, quando vira regra, cobra juros altos no caixa, no time e no cliente, e não estou falando de conselho formal, ata bonita ou organograma cheio. Estou falando do que sustenta a decisão quando a pressão aumenta. Quem decide o quê, com qual critério, com quais dados, com qual responsabilidade, e com qual compromisso de revisar a escolha quando a realidade mudar. Quando isso não existe, a empresa até funciona por um tempo, mas ela funciona na base do improviso e d

Keine Alves
9 de fev.2 min de leitura


A guerra cibernética ficou adulta e muitos ainda trata cibersegurança como projeto
Cheguei ao terceiro e último dia da Cybertech em Tel Aviv com uma certeza incômoda. O digital já não é periferia do negócio. Ele é o organismo central. Quando esse organismo sofre um choque, não cai só o sistema, cai a confiança, cai a coordenação, cai a economia. Sabemos que o próximo apagão digital não será acidente e sua empresa precisa estar pronta, Cibersegurança é confiança operacional e a guerra agora é em escala. Nos dois primeiros dias eu insisti no recado que o Bras

Keine Alves
9 de fev.7 min de leitura


Tel Aviv me deu um recado que parece simples sobre sobre segurança cibernética, mas...
Cibersegurança é cultura ou produto? Estou no segundo dia da Cybertech Tel Aviv e não é empolgação com tecnologia, é literalmente um choque de realidade. Aqui ninguém fala de ciber como vitrine, falam como quem trata isso como parte da sobrevivência dos negócios, da economia, da segurança, das redes de saúde e tudo mais. No Brasil, ainda é comum tratar segurança como aquisição. Compra, instala, apresenta para a diretoria, para o CFO que reclama da despesa, e segue. Até o dia

Keine Alves
9 de fev.6 min de leitura


Cibersegurança no Brasil, a conta do básico que a IA vai cobrar sem piedade
No dia 26 de janeiro, no meu primeiro dia na CyberTech em Tel Aviv, Israel, eu participei de dois painéis diferentes que chegaram ao mesmo veredito. A era da IA somada a 5G e IoT não moderniza a segurança. Ela acelera a exposição das fragilidades e cobra, sem negociação, o básico que foi deixado para depois por anos. E agora a cobrança vem rápida, cara e pública. O ponto central não foi entusiasmo tecnológico. Foi maturidade. Maturidade para admitir que IA deixou de ser um pr

Keine Alves
9 de fev.5 min de leitura


Crescer sem mapa de risco é acelerar no escuro e chamar o susto de imprevisto
A maioria das empresas não quebra porque não teve ideia, nem porque o time não trabalhou. Ela também quebra porque tomou decisões grandes com leitura pequena, confundindo desejo com cenário, e tratando risco como um assunto pessimista que atrapalha o ânimo. Só que risco não é pessimismo. Risco é respeito pela realidade, e respeito pela realidade é o que separa ambição de delírio. Eu encontro com frequência o mesmo padrão. A empresa tem uma boa intenção, quer expandir, contrat

Keine Alves
9 de fev.2 min de leitura


EBITDA positivo não paga boleto
No final de uma live na última sexta-feira (23/1/2026) me fizeram uma pergunta que aparece em toda empresa que cresce rápido e se acostuma com aplauso interno. Como convencer um conselho ou sócios deslumbrados com um EBITDA positivo, mas cegos para a queima de caixa operacional? Eu entendi essa pergunta de um jeito simples. A resposta não é teórica, é prática. É escolher e aplicar o choque de realidade certo, portanto vou responder do jeito que precisa ser, do jeito que prote

Keine Alves
9 de fev.7 min de leitura


O mercado está cada dia mais implacável e apertando muito, e isso é bom.
Quando o mercado aperta, ele faz uma gentileza cruel com o empresário, com o líder e com o gestor, porque ele retira as desculpas fáceis, diminui o espaço do improviso, expõe o que estava escondido na rotina e revela, sem piedade, o quanto a operação ainda é sustentada por ineficiência, por ineficácia e pela falta de efetividade em seus métodos. Em um Brasil que volta a conviver com custo de capital alto, consumo seletivo e concorrência mais agressiva, não existe mais margem

Keine Alves
9 de fev.7 min de leitura


Mais de quatro anos sem IPO e uma rampa para as médias empresas começa a ser discutida, pois em 2026 o ano será de boas, mas de difíceis oportunidades
Em 2025 eu escrevi que 2026 não ia ser fácil, porque algumas tendências já apontavam para um ambiente mais seletivo. Vou deixar aqui o link daquele texto. https://www.linkedin.com/posts/keinealves_lideranaexa-estrataezgia-execuaexaeto-activity-7410873310722494464-tDXW?utm_source=share&utm_medium=member_desktop&rcm=ACoAAACpwoIBtZLVxMIDBGQOovo5zyElXHZWOBk Não é para fazer o famoso “eu avisei”. É somente para usar a premissa como régua nesse primeiro artigo. Ano difícil não é o

Keine Alves
9 de fev.7 min de leitura


Quando o líder encontra o real e escolhe parar, mentir para si ou sustentar a lucidez
Existe um ponto de vista que quase ninguém nomeia direito no mundo corporativo. Todo líder que vive isso a sério já sentiu isso na pele, mas quase nunca conseguiu explicar o que acontece por dentro quando esse fenômeno aparece. É um instante, às vezes silencioso, às vezes barulhento, em que o empresário, o executivo, o conselheiro ou o gestor percebe que a realidade não está negociando com a sua expectativa. Ele olha para o negócio e sente uma fricção que não é só pressão de

Keine Alves
9 de fev.6 min de leitura


2026 o ano em que foco deixa de ser discurso e precisa virar ação coerente e consistente e suas tendências
Tem anos em que o mundo dos negócios corre no modo automático e tem anos em que o calendário já nasce nos avisando que não haverá espaço para improviso. 2026 é desse segundo tipo. Não será um ano comum. Será um teste de maturidade para lideranças que gostam de falar em foco, estratégia, inovação e tecnologia. Só que desta vez o discurso não vai bastar. Teremos eleições presidenciais movimentando o país inteiro, Copa do Mundo mexendo com atenção, consumo e agenda, um número ge

Keine Alves
9 de fev.6 min de leitura


Sísifo, Camus e o empresário, líder ou gestor na busca por sentido
Existe um tipo de cansaço que não vem do corpo. Vem da repetição. Vem do recomeço. Vem da sensação de que, por mais que você avance, algo volta para o ponto anterior. O empresário, líder ou gestor conhece isso de perto. Ele fecha um ciclo e outro começa. Resolve um problema e outro aparece. Organiza uma área e uma nova urgência invade. Parece progresso, mas muitas vezes é apenas manutenção do que não pode parar. Para falar disso com seriedade, vale trazer uma história antiga

Keine Alves
9 de fev.8 min de leitura


Quando o avatar viaja e o bebê dança, a gente entende o que está em jogo
Hoje, lendo no site do The New York Times , me deparei com uma daquelas cenas que parecem pequenas, quase triviais, mas carregam um diagnóstico inteiro da época em que vivemos. A matéria falava sobre influenciadores de viagem gerados por inteligência artificial, personagens sintéticos que estão sendo contratados para fazer o que antes era reservado para gente de carne, osso, com cansaço e que vive em fusos horários diferentes. A lógica é simples, brutal e antiga. Custa menos

Keine Alves
9 de fev.8 min de leitura


Descansar é dever e o trabalho que não respeita o corpo destrói a mente e a sua capacidade de contribuir mais
Eu poderia começar este texto com dados de empresas, pesquisas sobre burnout ou relatórios de saúde. Mas hoje eu vou escrever sobre algo muito mais simples e muito mais honesto. Vou falar de mim como líder, pesquisador e profissional. No dia em que escrevo este artigo, sete de dezembro, eu cheguei a uma marca que, alguns anos atrás, eu teria chamado de conquista. Mais de cento e quarenta e seis voos em um ano entre rotas nacionais e internacionais. Mais de duas mil quatrocent

Keine Alves
9 de fev.7 min de leitura


Gestão e desempenho na educação, ou você muda a visão, ou repete o problema.
Gestão e desempenho na educação não são temas abstratos. São a diferença entre a escola que sobrevive e a escola que vira lembrança. O diretor que me recebe para uma conversa sempre chega com a mesma sensação. Cansaço, pressão por resultado, pai batendo na porta, aluno que não engaja, governo apertando, caixa no limite. A pergunta é direta. Como é que eu organizo tudo isso sem perder a alma da educação? Há muitos anos convivo com empresas e instituições de ensino, no Brasil e

Keine Alves
9 de fev.6 min de leitura


Atenção nos negócios é a inteligência humana que decide o resultado
Lembro de uma reunião de conselho em uma empresa de tecnologia em que todos pareciam no controle da situação. Apresentações bem construídas, números organizados, telas cheias de gráficos, clima de segurança aparente. Um investidor fez perguntas simples sobre clientes, mudanças de mercado e impacto real de algumas decisões recentes. Em poucos minutos, ficou claro que quase ninguém ali tinha parado para prestar atenção ao que realmente importava. Sabiam repetir indicadores, mas

Keine Alves
9 de fev.8 min de leitura


Operando sua oficina no vermelho sem saber
Há um erro silencioso que consome margens e corrói a estrutura de muitas concessionárias pelo Brasil que venho constatando que é o de supor que a oficina é um centro de custo de forma tradicional, ou seja, que atua em certa passividade. Para que eu não seja mal interpretado, esclareço que esse tipo de centro de custo em operação existe para suportar, registrar e controlar despesas e manter-se dentro do orçamento levando todos a operarem na retranca como consequência de sua fi

Keine Alves
9 de fev.7 min de leitura


Atenção, lucidez e o futuro da liderança
Todos nós reagimos ao mundo que percebemos e sentimos. É através da atenção, da percepção e do sentimento que construímos a realidade das nossas decisões e ações. Vivemos, no entanto, uma era em que o excesso de estímulos se transformou numa nova forma de cegueira. A informação, antes instrumento de discernimento, tornou-se ruído. Quanto mais dados acumulamos de forma desordenada, menos somos capazes de perceber e sentir o que realmente importa. E quanto mais conectados parec

Keine Alves
9 de fev.7 min de leitura


O caminho para a verdadeira racionalidade no século da inteligência artificial
Escrevi um primeiro artigo chamado “A crise da racionalidade no século da inteligência artificial” no qual mostrei que a transformação digital não falha por falta de tecnologia, mas por falta de juízo. Neste artigo inclusive trato o problema de crise da racionalidade como o descompasso entre eficiência técnica e decisões com sentido e consciência, pois quando a razão se torna instrumental, o automatismo prevalece e passamos a operar sem a devida deliberação. Em outras palavra

Keine Alves
9 de fev.6 min de leitura


A crise da racionalidade no século da inteligência artificial
Vivemos no século da conectividade, da inteligência e da automação. Nossos ambientes são preenchidos por dispositivos conectados, algoritmos invisíveis e decisões que acontecem antes mesmo que possamos nomeá-las. Tudo é rápido, responsivo, funcional. No entanto, apesar de todo esse brilho técnico, os resultados reais da transformação digital decepcionam. Projetos não entregam valor, líderes não conseguem estimar retorno, iniciativas morrem antes de nascer. Há algo fora do lug

Keine Alves
9 de fev.5 min de leitura
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